Todo o princípio de ano, somos envolvidos por uma mágica sensação de recomeço. É como se virássemos uma página, escrevendo um novo texto... É bom recomeçar... Aprecio as mudanças, poder sentir o gosto do que nunca vivenciamos...
Acredito que a vida é um constante recomeçar...Quero mudar muitas coisas neste ano, quero mais tempo com meus filhos, quero retomar velhas paixões na vida profissional, mudar de casa, me dedicar mais ao que realmente importa na vida, amar mais, me estressar menos, chorar menos, errar menos, compreender que as pessoas são como são, independente do que eu puder pensar sobre isto e, muitas vezes, são felizes assim...
É muito bom termos a possibilidade do recomeço... É virar a página e sempre poder escrever uma história diferente e mais feliz...
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
sábado, 13 de dezembro de 2008
A dor da destruição...

Em meados de novembro, em uma de minhas últimas postagens, me recordo de ter refletido sobre a efemeridade das coisas, sobre a transitoriedade. Posso afirmat que experimentei o pleno significado da inconstância nos últimos dias do mês de novembro.
22 de novembro de 2008, saímos, eu e meu esposo, para viajar em direção ao sul do Brasil, aonde prestaria provas em um concurso público e visitaria a Serra gaúcha. Era espantoso o volume de água que se observava pelo caminho. Em nossa cidade chovia a mais de 02 meses e o estado de SC estava todo "encharcado"... Fiquei perplexa com tanto volume de água, desde itajaí até próximo de Canela, no Rio Grande do Sul. Achei que quando retornasse, iria relatar- em primeira mão- a eminência de uma inundação no estado de SC.
Após viver momentos maravilhosos em Gramado, de imensa felicidade e realizar as provas em São Leopoldo, rumávamos felizes para "casa", sem saber que a "casa", já não era mais como antes...
Ah, a efemeridade das coisas...
Menos de 48h após termos saído de Itajaí, já não era mais possível retornar para lá... Começaram as infindáveis tentativas de atravessar um estado que desmoronava... Foram 03 dias para conseguir voltar à Itajaí, em detrimento da situação de caos que o Estado de SC vivenciou...
Não preciso descrever a tragédia da enchente, que todo o mundo acompanhou em cadeia nacional nos últimos dias, mas continuo refletindo sobre a inconstância... Vivenciei os melhores e os piores momentos de minha vida com menos de 48h de intervalo...
Tenho expressado uma preocupação bastante efetiva sobre o que realmente é importante na vida, sobre as coisas que fazem a diferença, porque vejo que, muitas vezes, gastamos horas, dias, anos, envolvidos com situações que não representam nada...
Muitas vidas foram perdidas na enchente de SC, muitas pessoas perderam tudo o que possuiam, mas, cada vez mais, tenho buscado refletir sobre o principal, àquilo que às àguas não abalam e que muitas vezes, só damos valor, ao perder...
22 de novembro de 2008, saímos, eu e meu esposo, para viajar em direção ao sul do Brasil, aonde prestaria provas em um concurso público e visitaria a Serra gaúcha. Era espantoso o volume de água que se observava pelo caminho. Em nossa cidade chovia a mais de 02 meses e o estado de SC estava todo "encharcado"... Fiquei perplexa com tanto volume de água, desde itajaí até próximo de Canela, no Rio Grande do Sul. Achei que quando retornasse, iria relatar- em primeira mão- a eminência de uma inundação no estado de SC.
Após viver momentos maravilhosos em Gramado, de imensa felicidade e realizar as provas em São Leopoldo, rumávamos felizes para "casa", sem saber que a "casa", já não era mais como antes...
Ah, a efemeridade das coisas...
Menos de 48h após termos saído de Itajaí, já não era mais possível retornar para lá... Começaram as infindáveis tentativas de atravessar um estado que desmoronava... Foram 03 dias para conseguir voltar à Itajaí, em detrimento da situação de caos que o Estado de SC vivenciou...
Não preciso descrever a tragédia da enchente, que todo o mundo acompanhou em cadeia nacional nos últimos dias, mas continuo refletindo sobre a inconstância... Vivenciei os melhores e os piores momentos de minha vida com menos de 48h de intervalo...
Tenho expressado uma preocupação bastante efetiva sobre o que realmente é importante na vida, sobre as coisas que fazem a diferença, porque vejo que, muitas vezes, gastamos horas, dias, anos, envolvidos com situações que não representam nada...
Muitas vidas foram perdidas na enchente de SC, muitas pessoas perderam tudo o que possuiam, mas, cada vez mais, tenho buscado refletir sobre o principal, àquilo que às àguas não abalam e que muitas vezes, só damos valor, ao perder...
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Natal, o prelúdio do final do Ano...
É... O ano está acabando... Quando os panettones invadem as prateleiras dos supermercados, me sinto forçada a perceber que o tempo passou. O cotidiano atarefado, aonde esquecemos até de viver, em busca do que chamamos de objetivos...Os dias, que não se consegue mais contar, de tão rápido que dessaparecem, parece que não são mais suficientes para encontrarmos um minuto para nos mesmos.
O Natal está chegando, mais uma vez, mas desta vez, escolhi que quero ter tempo para viver. Quero fazer um bolo, arrumar o roupeiro, brincar na areia com meus filhos, realizar a consulta médica que não dava tempo, passear, quero viver...
Quando os anos passarem, no final de tudo, mais importante que os cargos que conquistamos, que o dinheiro que ganhamos, o poder que detivemos, será as lembranças dos momentos felizes, de serenidade, simples, em sua maioria, experimentados nas situações mais corriqueiras e inusitadas do cotidiano. Eu quero fazer a diferença,mas desta vez, principalmente para mim...
O Natal está chegando, mais uma vez, mas desta vez, escolhi que quero ter tempo para viver. Quero fazer um bolo, arrumar o roupeiro, brincar na areia com meus filhos, realizar a consulta médica que não dava tempo, passear, quero viver...
Quando os anos passarem, no final de tudo, mais importante que os cargos que conquistamos, que o dinheiro que ganhamos, o poder que detivemos, será as lembranças dos momentos felizes, de serenidade, simples, em sua maioria, experimentados nas situações mais corriqueiras e inusitadas do cotidiano. Eu quero fazer a diferença,mas desta vez, principalmente para mim...
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Justiça...
Ainda lembro, de quando era criança... Quando aos 8 anos passei a dizer, sob orientação do pai, que ao crescer queria ser Advogada, para defender pessoas... Já naquela época, ouvia que meu potencial tinha que ser utilizado profissionalmente, pois encontrava respostas fáceis para tudo o que falavam e, papai amava esta “virtude”.
Os anos foram passando e eu, afirmava convicta que o direito seria a área de atuação em toda a minha vida. Dentro do direito, a promotoria. Por quê? Para provar a fragilidade dos argumentos de quem tentasse ludibriar a justiça...
Sem me deter demasiadamente aos detalhes, posso dizer que me graduei em enfermagem, na Universidade federal de Santa Maria, no ano de 2002. A universidade pública e as dificuldades financeiras da época de acadêmica foram fatores muito importantes em minha formação, para toda a minha vida... Tornei-me uma apaixonada pela saúde, pelas questões sociais e políticas. Superei dificuldades inimagináveis e aí, perdi o limite do impossível...
Em 2004 me pós-graduava em obstetrícia e em 2008, em saúde pública. Esta era a linha de confluência entre o desejo de “advogar” da infância e a realidade social... Percebi que este era meu verdadeiro porque de existir: ajudar, apoiar, trabalhar para diminuir a dor e potencializar a voz dos que já não tinham mais como gritar...
Na saúde Pública, atuando na gestão de uma das maiores secretarias de saúde do estado de santa Catarina, conheci a política mais intimamente. Passei a ver que a motivação das pessoas sempre pode estar relacionada com seus próprios interesses, que o coletivo perde importância para pessoas que focam sua vida exclusivamente no privado e que o marketing pode ser mais estratégico do que a verdade. Isto é justo?
Passei a presenciar realidades cruéis, comportamentos desumanos, situações aonde princípios que sempre conservei comigo, pareciam não ter qualquer valor para algumas pessoas. Aprendi que minha ideologia política, de apoio a uma classe economicamente favorecida, capitalista, que cria que “eu” era a responsável por êxito ou fracasso de minha vida, era frágil... Vislumbrei uma nova realidade, que somava as lições do SUS aprendido na Universidade Federal, às adversidades extremas superadas na vida e a vontade de vencer no coletivo, que me trazia um novo suporte de idéias e me fez desejar defender e apoiar idéias análogas, tornando-me praticamente uma socialista. Da infância de classe alta, capitalista e burguesa, só restava à certeza de saber o que não servia mais para minha vida, estruturada em cima de ideologias fortemente defendidas.
Este processo de catálise estava completo e a busca pelo social estava cada dia mais forte em mim. Sabia que tinha uma grande aptidão política também e senti como se tudo que tivesse estudado até hoje, não fosse o principal, mas servisse de apoio à verdadeira vocação diplomática.
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